[Antes de começar ler, aperte o play.]
Hoje me permito dizer teu nome. Já não dói, mas sinto falta. Você sabe, sempre acreditei que "sentir saudade" é diferente de "sentir falta". A saudade tortura, machuca, mas conforta...porque você sabe que a pessoa irá voltar. A falta mata, corrói e tira o sono, porque...você sabe que não ha mais nada que possa ser feito.
Olho para você e um turbilhão de memórias invadem o meu pensar. O problema não são as memórias, o problema são as memórias boas. Puta merda, eu só tenho memórias boas em relação a ti. Quem dera você ter deixado um pensamento ruim, algo que fizesse eu te odiar, um vacilozinho, que seja...
Escuto de longe a tua voz e meus ouvidos praticamente imploram para sentirem teu timbre de pertinho. "Fica aqui comigo", "vem cá, me beija", "para, não faz cara de birra", "não amor, parei", "minha mina é linda, mas sai de perto dela", "vou embora, mentira". Todo o meu corpo sente tua falta e sofre com tua ausência.
Meus dedos sentem falta do teu cabelo para afagar. Minha boca sente falta da tua língua pedindo passagem. Meu cabelo sente falta da tua arrumação. Minha cintura sente falta das tuas mãos transmitindo segurança. Meus braços sentem falta dos teus abraços. Minha pernas sentem falta das tuas. Minha voz sente falta de chegar até teus tímpanos. Meus olhos sentem falta de enxergar dentro dos teus.
E se ainda não ficou claro ou não for muito tarde para dizer, eu sinto tua falta em todos os segundos dos meus dias.

Nenhum comentário
Postar um comentário