Apresentação: 20 anos.


No começo de novembro - tô pra lá de atrasada, eu sei, mas só tive tempo para escrever agora, final do ano está complicado - houveram os dois dias de espetáculo do ballet, onde foi comemorado os vintes anos. Vinte anos de realização de um sonho que se torna real a cada ano, vinte anos de dedicação-carinho-confiança. Enfim.. Vinte anos.

O tema abrangia países e foi como uma viagem no tempo, pois há uns quatro ou cinco anos o tema foi parecido, entretanto bem diferente. Naquele ano eu estava representando a Rússia, esse ano representei a Espanha, o Iraque e o Canadá. Naquele ano, eu fazia aulas em uma unidade, esse ano (e desde 2012) faço parte de outra. Naquele ano eu usava sapatilha de meia ponta e no ano seguinte, passei para a ponta. 

Os ensaios durante o ano inteiro foram os mais estressantes possíveis, por várias razões que eu não acho legal falar, afinal já passou. Foram coreografias desafiadoras que me fizeram sair completamente da minha zona de conforto e, ao mesmo tempo, me perguntar se era isso mesmo que eu queria. 

Resumir todo o aprendizado de um ano em apenas duas noites não é fácil. Houveram hematomas, bolhas, calos, estresses, gritos, confusão, correria. Pensei em gravar uma espécie de vlog, mas estava um pouco constrangida e acabou nem dando tempo. Abaixo segue o relato das duas noites mais incríveis do ano.

No dia 11 (terça-feira) acordei super cedinho, precisava fazer um trabalho da escola, ir encontrar com uma amiga, fazer minha mala e acampar no teatro. Fiz o trabalho o mais rápido que pude de maneira que ficasse o melhor que ele poderia ficar -tirei nota máxima, obrigada- e no final, gostei do resultado. Tomei bainho e rumei em direção ao local que faço jazz, pois precisava encontrar com a Esther - tem foto com ela aqui - para entregar o convite da apresentação, só que isso não saiu como o esperado: peguei o maior trânsito da vida tanto na ida quanto na volta e acabei me atrasando em duas horas.

Cheguei em casa correndo e indo direto arrumar minha mala, me certificando que não havia esquecido nada que usaria no palco e deixando as bolsas de maquiagem fora da mala, para ir me maquiando no carro. Tomei o banho mais rápido da vida e minha mãe e irmã arrumaram meu cabelo, desde que eu cortei o cabelo pela última vez - no mês passado, eu acho - tá complicado me virar sozinha.

Fomos para a cidade do teatro eu, Estefani, Vitória e a Rê, que estava dirigindo. Mas antes passamos na casa da professora que seguiria de van com os outros professores, algumas alunas e outras pessoas da equipe de apoio -as apelidamos carinhosamente de 'tias do camarim'- para irmos todos juntos. Vimos um moço que se suicidou -quando passamos, ele tinha acabado de se jogar e alguns motoqueiros estavam perto do local chamando atenção dos veículos, para que mudassem de faixa- e isso nos fez pegar um pouco de trânsito, mas no final, deu tudo certo.

Um dos meus figurinos teve o zíper estourado, o que não é normal. Eu o vesti, o subiu subiu perfeitamente, minutos depois fui ao banheiro e minha amiga acabou o estourando quando foi fechá-lo. Acabei pegando um outro figurino emprestado com a professora, estava me sentindo desconfortável, no vídeo acho que dá pra perceber, mas não havia nada que pudesse ser feito.


Esse é o vídeo da coreografia 'Alegria', representando o Canadá. Cada uma representa um personagem do circo, no caso, sou a equilibrista.

No dia 12 (quarta-feira) tudo foi bem mais tranquilo. Aproveitamos melhor nosso tempo, já que não precisamos ensaiar no palco para fazer as marcações. Além disso, conseguimos nos arrumar mais rápido, pois era necessário tirar as fotos com o o fotografo (não vejo a hora de ficarem prontas).

Sobre a coreografia 'Kitri, Don Quixote', representando a Espanha, apenas digo que: nunca mais na vida me presto a uma situação dessa hahahahaha. O público gostou? Gostou. O público aplaudiu antes mesmo do fim da apresentação? Aplaudiu. Mas eu gostei de ter dançado, da minha desenvoltura durante a coreografia? Não.. Enfim.

Para representar o Iraque, dançamos 'Guerra'. Acreditam que até morcego no palco tinha? Acho que ele quis ir dar uma dançadinha também hahaha, no primeiro dia de espetáculo deu tudo errado: atrasaram nossa entrada e os efeitos especiais deram bug bem na nossa coreografia - no segundo dia foi maravilhoso. A música foi a Paradise, do Coldplay, porém em árabe. Completamente linda. Fomos a paz, vestidas todas de branco.. Mas haviam os refugiados e o exército também. O vídeo foi gravado da coxia, tenho um vídeo do segundo espetáculo bem melhor em mãos, mas não tenho autorização de quem gravou para postá-lo.

Abaixo, alguma das milhares de fotos:



















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