De malas prontas...

(Foto: tumblr)
Eu me despedi de você mentalmente, fui covarde. Sou covarde. Te abraçar teria provocado um caos e eu não queria isso, teu corpo se choca com o meu e fere enquanto o meu é atraído de forma exagerada pelo teu. Nós não precisamos disso, não é mesmo? Eu aceitei e preciso superar que nosso amor é falho demais, impossível de acontecer, impossível de viver, então vamos seguir. Já dizia o "poeta", ser feliz até onde der.
Arrumei meu quarto hoje e não encontrei nada que me lembrasse você. Arrumei meu fichário e encontrei rabiscos aleatórios, não joguei fora e tampouco os rasguei. Eu não posso fingir que isso não aconteceu, de uma forma ou de outra, isso faz parte de mim. Constituiu um pedaço de quem eu sou, marcou meu emocional e me ensinou várias coisas. A principal delas eu já sabia, mas antes nunca foi necessário aprender: superar é diferente de esquecer.
Arrumei minhas tralhas e estou levando comigo somente o que julgo necessário. Nunca ouse perguntar quais são meus planos para o futuro, porque você não está incluso neles. Espero que lá tenha gente nova, cheiro de grama, tulipas e rastros de felicidade...para que eu possa finalmente a seguir.
Tô com o coração em paz, tô com a mente tranquila. Tô me sentindo leve, você se esvaiu de mim. Cada dia que passa têm menos coisas relacionadas à você impregnadas na minha alma.
Não vou ser hipócrita. Sempre estarei escrevendo sobre você ou de forma indireta, para você. Essa foi a forma que encontrei de te expulsar do meu ser, cada linha preenchida significa menos uma partícula de você perto de mim.
Tô tentando e me esforçando, vou conseguir. Lembra de todas as vezes que te disse "você me bagunça"? Pois é, meu bem, passou. Você não me bagunça mais.
Tô pronta para partir e tô pronta para me permitir... E dessa vez, tô indo sozinha.
Fui! 

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